A cabana do sossego

Atualizado: 7 de Fev de 2019


Se você vem acompanhando nosso trabalho desde o princípio, já entendeu que nossas oficinas, histórias e atividades seguem o percurso da Onda do Crescimento, conceito estruturado pela fisioterapeuta belga Godelieve Denys-Struyf, a respeito do desenvolvimento infantil. Caso esteja chegando agora, dá uma olhada nos posts anteriores aqui do blog, tem muita informação interessante sobre isso.


Nossa última postagem (nesse link aqui) relatou a oficina de Natal que realizamos na Kiné Barra. É recomendável dar uma espiada lá, antes de mergulhar neste novo texto, para ter uma ideia mais precisa sobre o assunto abordado aqui. Já demos uma ideia geral do mundo mágico e lúdico que criamos para o evento, mas agora vamos começar a contar mais detalhes sobre cada etapa do processo. Até mesmo para te ajudar a utilizar também estas ferramentas, seja em casa, com seus pequenos, ou na sua própria atividade profissional.



Construímos um ambiente completo da Onda, na sala disponibilizada para a oficina. As crianças, necessariamente, passavam pelas "estações" entrando pelo estágio AM, depois PA(AP), então PM, para terminar no que chamamos de "tríade dinâmica". Demos ênfase às cores convencionalmente utilizadas na representação destas estruturas, deixando o espaço claramente dividido em setores: amarelo, vermelho, roxo.


No post de hoje, vamos descrever a experiência da Tati Heine, que ficou responsável pela fase AM dessa onda.




Ela usou até pantufas de pelúcia, para entrar totalmente no clima!



Se formos escolher algumas palavras para descrever AM, elas seriam: afeto, aconchego, conforto, segurança, silêncio, paz, quietude,

base, centro, estabilidade, calor, acolhimento, calma.



Um ambiente AM precisa trazer essas sensações, precisa traduzir tudo aquilo que, em última análise, seria um retorno ao ventre materno. Nossa cabana amarela, cheia de almofadas, bichos de pelúcia bem fofinhos, tecidos macios e pouca luz, buscou trazer cada participante para esse momento de contato com seu próprio corpo, imerso em carinho e tranquilidade.

Tati fez um lindo trabalho de estruturação desse AM, utilizando sua sensibilidade e bagagem profissional, para proporcionar a cada um a medida certa e o tempo adequado, que tornasse fluida a passagem para a etapa seguinte. É ela quem tem a palavra agora, compartilhando conosco a experiência deste dia especial:


Parece até brincadeira, mas a minha cor preferida sempre foi o amarelo. Amarelo me lembra sol, energia positiva, calor, amor. 
É a gema do ovo redondinha.
É um núcleo, um centro, o meio. 
A cabana me trouxe estrutura. Aquele simples pano amarelo, me fez forte para proteger cada criança que entrava ali e fazer com que elas também se sentissem protegidas, acolhidas, certas de que nada de mau ia acontecer. Lá dentro, estava muito confortável.
Um verdadeiro ninho.
Todos se aconchegavam pelos puffs, unidos, confiantes.
Algumas crianças tiveram vontade de dormir, ficaram ali por um tempão, sem vontade de sair. Mas o curioso é que, mesmo as crianças que tinham curiosidade de explorar fora, tinham vontade de voltar logo pra cabana e se enrolar de novo! 
A cabana nos trouxe refúgio, silêncio, tranquilidade, paz, proteção, aconchego e muito amor. 💛


Semana que vem, falaremos sobre a "estação" PA(AP), com a experiência da Renata Ungier como contadora de histórias. Não deixe de comentar, perguntar e dar palpites, teremos um enorme prazer em interagir com você aqui. Até lá!

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© Como ser uma onda // 2019 // Rio de Janeiro

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