Desvendando o quebra-cabeças

Depois de vivenciarem as experiências narradas nos posts anteriores (aqui, aqui e aqui), as crianças participantes da nossa oficina chegaram ao momento de buscar entender, compreender a lógica por trás de todas aquelas ondas, para construir algo novo, com base em um "conhecimento adquirido". Essa é a essência da etapa PM, representada, no livro, pela cor violeta e por imagens que se lançam adiante, da crista da onda.




PM vai para o mundo em busca de descobertas, ultrapassa obstáculos e vence desafios. Lança mão do intelecto e do raciocínio para encontrar a solução para os problemas. O mais bonito de tudo isso é que, sem as experiências sensoriais e a estrutura emocional construída em AM, sem a capacidade de abstração, intuição e fantasia desenvolvidas em PA, essa PM vai ficar "batendo cabeça", dando voltas sem sair do lugar. É a alternância entre as fases que coloca a onda em movimento e possibilita, a cada um de nós, desenvolver plenamente sua personalidade, sua motricidade e realizar seus potenciais.



A ilustradora Claudia Solano foi a responsável por orquestrar o cantinho PM da oficina. Que paradoxo! Claudia criou as imagens coloridas que tornam nosso livro tão mágico! E foi parar na estação do raciocínio lógico? Aí é que mora a questão: quem melhor do que ela, para construir a compreensão do conceito por trás daquelas imagens, sem perder o aspecto lúdico que traz todo o encantamento - para o livro e para a infância em si?





Não deixou de ser um desafio para a própria Claudia, pois o universo de PM precisou ser adequado às diferentes idades presentes na oficina. Algumas crianças ainda estavam longe de chegar à fase PM da sua Onda do Crescimento, outras a estavam vivendo em sua plenitude. Ainda assim, todas conseguiram mergulhar na experiência.


Com a palavra, a ilustradora do livro Como ser uma Onda, Claudia Solano:


Foi uma manhã muito divertida. Após passarem pelo aconchego da cabana amarela e pela fantástica contação de histórias, as crianças chegaram ao tapete roxo do desenho, confiantes e com a criatividade solta - prontas para a ação, movimento e precisão dos desenhos. Hora de concretizar.
Além de desenharem os personagens nas ondas, teve colagem dos adesivos, personagens inventados, viagens interplanetárias. Cada um escolheu suas páginas e personagens preferidos. E as cores preferidas também.
Vimos que as ondas são como a nossa oficina. Primeiro os tons terra e personagens enroladinhos no oco da onda, depois os avermelhados onde os personagens se esticam e sobem a onda ou voam até o céu. E na crista, bem no alto, o movimento, o vôo preciso, o lançar-se para novamente acolher-se no ninho. Assim, após o desenho/desafio de natal, voltaram espontaneamente à cabaninha para começar mais uma onda, e outra e outra.




De fato, foi muito gratificante, para todas nós, observar o retorno espontâneo ao AM, ao final de todo o processo. Segundo Godelieve Denys-Struyf, ao longo de toda a nossa vida, precisamos retornar periodicamente ao AM, para re-nutrir nossa base de afeto, de calma, de centramento, de auto-conhecimento e de consciência de nós mesmos. Retornar a esse AM que dá segurança e auto-confiança, permitindo continuar percorrendo as PAs e PMs de todas as ondas da vida.



As experiências que vivenciamos nessa oficina nos enriqueceram em nossas próprias ondas, em nossas próprias vidas, de infinitas maneiras. Agradecemos, do fundo do coração, a todas as crianças que nos proporcionaram este lindo momento de trocas, de diversão e de afeto.


Até a próxima!

29 visualizações

© Como ser uma onda // 2019 // Rio de Janeiro

  • Preto Ícone Spotify
  • Instagram ícone social
  • Black Facebook Icon