Troca-troca

Agora que o livro está solto no mundo, a criançada está criando mil ondas divertidas por aí. Estamos adorando receber relatos, fotos e vídeos. Aos poucos, vamos publicando as novas ideias aqui no blog.




Várias pessoas já nos disseram que nem precisaram dar nenhuma direção à brincadeira. As crianças simplesmente pegam o livro e têm vontade de se movimentar. Essa é justamente a proposta, inspirar o movimento!



Tem sido mesmo interessante observar como as crianças interagem com o livro. Mesmo quando expostas a atividades mais verbais - leitura do texto, criação de histórias a partir das imagens, etc. -, há uma associação espontânea da palavra com a expressão corporal. Lindo de ver!



Vamos continuar explorando possibilidades? Uma boa pedida é dividir uma folha de papel em três partes e solicitar à criança que copie, em cada parte, todas as palavras amarelas, vermelhas e roxas. Se ela ainda não lê e escreve, o adulto pode realizar esta tarefa, pedindo que ela aponte a palavra no texto, pela cor. As palavras ficarão agrupadas por cores, ou seja, por fases da onda.



No dia em que fizemos essa brincadeira, não dispúnhamos de muito material. É claro que você pode usar lápis de cor ou canetinha para copiar as palavras em amarelo, vermelho e roxo. Os dois meninos que brincaram têm 8 e 5 anos. O mais velho escreveu as palavras amarelas. Recém-alfabetizado, ele está na fase de curtir a descoberta da letra cursiva. O mais novo achou super divertido copiar as palavras vermelhas letra por letra, orgulhoso por conseguir escrever como o irmão.



Depois de formados os "grupos", é hora de brincar de troca-troca. A essa altura, as crianças já entenderam a relação entre as palavras e as imagens, ou seja, que a palavra amarela sempre está relacionada à primeira figura da onda, a vermelha, com a segunda, e a roxa, com a terceira. Também perceberam que existe uma afinidade de significado entre as palavras da mesma cor.




Então, começamos a explorar as páginas do livro, escolhendo novas palavras para mudar o texto. Por exemplo, onde está cambalhota, dava pra trocar por umbigo; onde está mola, dá pra trocar por céu; onde está nave espacial, pode virar novos projetos...

O mais interessante foi observar como a expressão corporal foi se aprimorando, à medida em que eles compreendiam as noções de redondo, aconchegante, confortável; então cabeça, céu, sonho; depois infinito, veloz, foguete. O conceito da onda foi, progressivamente, se desenhando nos corpos, de forma fluida e despretensiosa.


Estamos loucas para saber como está sendo a sua experiência com o livro. Conta pra nós, o que você anda inventando? Se quiser, manda fotos ou vídeos e a gente publica as suas ideias aqui no blog. Vai ser muito bom esse troca-troca de criatividade!



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© Como ser uma onda // 2019 // Rio de Janeiro

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